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Feira promove adoção animal para diminuir o abandono

21 out

A adoção de cães e gatos abandonados é realizada durante todo o ano aqui no Distrito Federal, mas o número de pessoas que optam por esses animais ainda é insuficiente. Pensando nisso, no último dia 7, os alunos do curso de comunicação social do UniCeub promoveram a feira “Adote um bichinho”. O projeto atraiu curiosos e despertou o interesse de várias pessoas em participar da ação.

Larissa Marcelino, estudante de marketing, esteve presente na feira e levou para casa um cachorrinho vira lata de 1 ano e 8 meses. “Moro em apartamento, mas já havia comentado com os meus pais que qualquer hora eu ia aparecer com um cachorro lá em casa. Tenho o coração mole, não resisti”, brinca.

Cães à espera de um lar

Já o estudante Rodrigo Monção estava saindo da aula de Ciências da Computação quando viu a feira de adoção. “Morro de vontade de adotar. Se soubesse antes, teria trazido minha mãe porque ela que sempre dá a última palavra lá em casa”, explica Monção.

Segundo o Centro de Zoonoses do DF, a região tem entre 5 e 8 mil animais nas ruas. Em 2010, foram recolhidos mais de 1.560. Só neste ano, até junho, o número passou de 1.056 bichinhos.

Para Laurício Monteiro, médico veterinário da gerência de controle de zoonoses, lugares menos desenvolvidos como o Varjão, Estrutural, Itapoã, Ceilândia e São Sebastião concentram mais animais abandonados. Segundo Monteiro, cerca de 80% dos animais são abandonados por terem leishmaniose ou por estarem velhos e os donos não se interessarem mais. Ele também conta que, por mês, cerca de 600 animais aptos para adoção chegam ao Centro, enquanto o número de adotados fica entre 40 e 60.

Os animais recebidos passam por diversos exames médicos e só entram na fila da adoção se forem considerados saudáveis. “Animais que apresentem contaminações como leishmaniose e raiva são encaminhados para tratamento ou, em último caso, para o sacrifício. Colocar esses animais em contato com a população seria uma afronta à saúde pública”, explica Monteiro.

O processo de adoção é bastante simples. Basta assinar um termo de compromisso e o animal é liberado, sem o pagamento de qualquer taxa. Os cães e gatos já deixam o canil com a vacina anti-rábica e cabe aos novos donos a aplicação de vermífugo e as demais vacinas, que previnem doenças como a parvovirose, cinomose e leptospirose.

A jornalista Simone Ravazzolli é defensora assumida de causas relacionadas aos animais e ajuda a instituição Augusto Abrigo, que tem mais de 400 bichinhos, entre gatos e cachorros. Ela conta que, além de prestar trabalho voluntário, ajuda financeiramente a instituição. De 15 em 15 dias ocorre o chamado “Mutirão de carinho”, quando várias pessoas se juntam e passam a manhã inteira no abrigo brincando e dando carinho aos animais.

Estudantes organizam a feira

Simone adotou há menos de dois meses um cãozinho chamado Johnny, que foi achado andando sozinho pelo Lago Sul. Depois de meses distribuindo cartazes à procura do dono, Johnny ficou magro demais, parecia deprimid o e acabou sendo internado. Quando soube disso, Simone não aguentou e o levou para casa. Hoje, o cachorro já está integrado à família e vive com o rabinho abanando. “Quem entra em um abrigo de cães entende por que não devemos comprar animais. São centenas, fora os que não conseguem essa sorte e ficam a vagar pelas ruas”, completa Simone.

Apesar do que muitas pessoas pensam, não é só com dinheiro que se pode ajudar essas instituições e abrigos caninos. Há inúmeras outras formas: dando ração, material de limpeza, jornais e roupas usadas, ou presencialmente, limpando o local e dando banho nos animais. A jornalista garante que algumas pessoas não têm dinheiro, mas passam algumas horas brincando com os animais e saem de lá melhores do que se estivessem em qualquer festa ou terapia.

Serviço

A adoção de animais funciona de segunda a sexta-feira, das 11h às 17h. O canil fica na Estrada Contorno do Bosque, lote 4, entre o Setor Militar Urbano e o Hospital de Apoio. O telefone do Núcleo de Animais Domésticos, responsável pela acomodação de cachorros e gatos, é (61) 3341-1900.

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Cinto de segurança para animais garante segurança ao motorista

23 set

Animais de estimação são aceitos em 33% dos shoppings de Brasília

30 ago

A entrada é liberada para os de pequeno porte em quatro centros comerciais: Brasília Shopping, Boulevard Shopping, Iguatemi e Park Shopping

Marianna Rios

Os donos de cães e gatos de pequeno porte têm mais uma opção para levar as fofuras da família: o shopping. De acordo com dados divulgados neste mês pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), existem 416 shoppings no Brasil, sendo 12 localizados em Brasília. Dos centros comerciais da capital, quatro recebem os visitantes peludos desde o começo do ano, o que representa 33% do total de estabelecimentos. A única exigência para o passeio é que os animais estejam encoleirados e sejam carregados no colo ou dentro de bolsas.

Não há estimativa de quantos shoppings aceitam animais de estimação no país, mas a adoção da medida em Brasília veio depois de dar certo nos estados de Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo – que permite a entrada dos pequenos em cerca de 50 centros comerciais.

A advogada Thaisa Brasil, 26 anos, e a shih-tzu Belinha, cinco meses, viraram visitantes assíduas dos shoppings centers há alguns meses, desde que a filhote começou a passear. “Depois que ela completou o ciclo de vacinas comecei a levá-la ao shopping. Ela é bem comportada e não faz xixi nem cocô. Só existiria esse risco se ela fosse no chão”, explica a dona, que teve a primeira experiência no carrinho para animais – novidade que existe em apenas um estabelecimento de Brasília.

Outra Belinha acabou de ter a primeira experiência no shopping. A poodle de 8 anos e a dona, a secretária Mariza Franklin, 42, não tiveram muito sucesso. “Ela é muito agitada, uma característica da raça. Tentei deixá-la no carrinho, mas ela ficou bastante assustada”, revela a dona, que não demorou muito no passeio.

Para a psicóloga Karina Parreira, 34, e o gato Persa Woody, 9, os recentes passeios ao shopping foram positivos. “Tem pessoas que estranham, mas na maioria das vezes acham engraçado e gostam”, afirma Karina, que ainda não testou entrar nas lojas na companhia do bichano. “Sei que no supermercado não posso entrar com animal. Trago ele para tomar banho no pet shop e aproveito para dar um passeio.”

A Secretaria de Saúde do DF não estipula normas para o uso do espaço dos shoppings pelos bichos de estimação. Segundo a assessoria do órgão, a normatização da presença de animais será realizada pela administração de cada estabelecimento. No entanto, o veterinário da Diretoria de Vigilância Ambiental Laurício Monteiro dá dicas para os donos garantirem o melhor convívio nos centros comerciais. “Os animais devem receber a aplicação do vermicida a cada quatro meses, ter as vacinas em dia, usar a coleira preventiva contra a leishmaniose, a fucinheira e serem alimentados duas horas antes do passeio para evitar vômitos. Os donos também não podem se esquecer de levar um saco para coletar as fezes”, ensina.

Pioneiros

Segundo a veterinária e proprietária do pet shop localizado no shopping Boulevard, Betânia Nogueira, eles foram os primeiros em Brasília a implementar a permissão de bichos de estimação. “Tivemos a ideia em janeiro deste ano de abrir o pet shop dentro de um shopping. Inauguramos a loja em abril e, junto, foi permitido o acesso de animais com a disponibilidade dos carrinhos”, conta. “Como aqui liberou, os outros shoppings estão falando que já tinham a entrada liberada antes da gente abrir. Mas nunca vimos o acesso de animais nos outros shoppings”, diz.

Betânia explica que os únicos locais onde a permanência é proibida são a praça de alimentação e o supermercado. O shopping considera animais de pequeno porte aqueles que pesam até 15 quilos. Eles podem ser carregados no colo, em um dos quatro carrinhos para animais dispostos no shopping ou em bolsas (o pet shop as empresta para os donos, mediante cadastro feito na hora). Se o dono resolver pegar um cineminha, por exemplo, pode deixar o animal sob os cuidados do pet shop no guarda cão. O serviço inclui água, comida e brinquedo e custa R$ 1,50 a primeira hora, sendo cobrado R$ 1 por hora extra.

O shopping vai inaugurar a área do xixi e um quadro de raças com os tipos que são considerados de pequeno porte para os donos se informarem sobre quais bichinhos podem entrar no local. “Limitamos o fluxo a animais de raças pequenas porque se abríssemos uma exceção muito grande não teríamos como administrar”, justifica Karine Câmara, gerente de marketing do Boulevard. Ela revela que já houve comentários de clientes contra a medida, mas ainda não recebeu reclamações.

Confira as exigências de cada shopping no quadro abaixo:

Shopping

Exigências

Quando começou

 Brasília Shopping

Não especificam o porte, mas exigem que o animal fique no colo do dono. É proibida a entrada na praça de alimentação.

A administração não soube informar.

 Boulevard Shopping

Apenas animais de pequeno porte, carregados no colo ou em carrinhos especiais dispostos no shopping. O pet shop empresta bolsas e oferece serviço pago de guarda cão. É proibida a entrada na praça de alimentação e no supermercado.

Em abril deste ano, segundo o pet shop e a administração.

Iguatemi

Apenas animais de pequeno porte, conduzidos no chão com coleira, durante a semana, e carregados no colo, no final de semana e feriados. É proibida a entrada na praça de alimentação.

Desde a inauguração do shopping, em março de 2010, segundo a administração.

Park Shopping

Apenas animais de pequeno porte, carregados no colo. É proibida a entrada na praça de alimentação.

Entre março e abril deste ano, segundo a administração.

(HIPERTEXTO)

Cães-guia

A história é outra quando se trata de cães-guia. A Lei nº 11.126, de 27 de junho de 2005, garante o direito aos portadores de deficiência visual usuários de cão-guia de ingressar e permanecer com o animal em veículos e estabelecimentos públicos e privados de uso coletivo. Os shoppings centers também estão incluídos nestes locais. Qualquer tentativa de impedir ou dificultar este direito constitui ato de discriminação a ser punido com interdição e multa.