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Profissionais oferecem serviço em domicílio para animais

28 nov

Clarissa Lemgruber e Isabel Abdallah

Hoje em dia, é cada vez mais comum cães e gatos serem considerados parte da família. O mimo dos donos com seus bichinhos é tanto que não podem faltar novidades no mercado. No entanto, a falta de tempo, decorrente da rotina de trabalho, é um problema comum atualmente. Atentos a isso, clínicas e empresas passaram a oferecer atendimentos diferenciados, que incluem facilidades aos donos dos animais, como os serviços em domicílio. Eles são realizados no próprio ambiente em que os animais vivem, dispensando o transporte até as clínicas veterinárias.

A clínica A Bela e a Fera oferece o pet shower, serviço que busca o animal em casa para um tratamento completo, que inclui: banho, hidratação, tosa, corte de unha e escovação. Isso tudo acontece em van superequipada com aquecedor e reservatório de água limpa e suja. O dono do bichinho escolhe as opções desejadas e ainda tem a vantagem de poder acompanhar o serviço, já que o automóvel fica estacionado embaixo do prédio.

Antônio Simões, banhista e tosador do pet shower, conta que cada animal é tratado de modo personalizado. “Tudo depende do tamanho e do tipo de pelo do mascote. Cada um é cuidado individualmente com um xampu e um condicionador específico”, explica.

A farmacêutica Beatriz Chaibub, dona da cachorrinha Pipa, utiliza os serviços do pet shower há cinco meses e se diz muito satisfeita. “A grande vantagem é a comodidade e rapidez. O animal se sente confortável, pois sabe que está perto de casa”, conta Beatriz. Além dela, a clínica atende de oito a 15 clientes por dia.

Passeio de cães

Outro serviço que vem sendo muito requisitado é o de dogwalker, pessoas que passeiam com cachorros cujos donos não têm tempo de realizar a tarefa. Ravenna Mell exerce a profissão há um ano e já é conhecida por seu trabalho. “Até a jornalista Cristina Serra já foi minha cliente. Eu costumava passear com os dálmatas dela”, brinca.

Cristine Barreto é bióloga e tem uma vira-lata chamada Elvira. Por morar em apartamento e trabalhar o dia todo, sabe a necessidade que o cachorro tem em passear mais. Ela contratou o serviço da Ravenna para ter esse suporte. As duas moram no mesmo prédio e já criaram uma relação de confiança, tanto que Cristine deixa uma cópia da chave de casa para Ravena poder pegar a cachorra e passear. “Estou muito satisfeita. Dá para ver que ela gosta de animais. Deveria ter mais disso por aqui”, conta.

Adestramento

Também é cada vez mais frequente o misto de adestramento e passeio de cães. O objetivo dessa junção é educar o animal e, ao mesmo tempo, tornar a atividade uma coisa útil e descontraída. Outro fator importante é que, na maioria das vezes, o cão é levado para passear acompanhado de um “companheiro”, o que ajuda no aprendizado e na sociabilidade do animal.

Antônio Cassiano é um desses profissionais. Conta que reprime qualquer tipo de violência contra os bichinhos: “A maior parte dos adestradores usa o colar anti-latido, ação que eu condeno veementemente”, destaca. Os colares emitem sons irritantes ao ouvido do cachorro, fazendo com que parem de latir. “Esse tipo de adestramento é muito prejudicial aos cães. Meu objetivo é educar de forma construtiva, sem nunca agredir os animais”, explica.

Uma das clientes de Cassiano é a funcionária pública Sílvia Maia Toledo, dona do golden retriever Marley. Quando era filhote, o cachorro destruía tudo, sapatos, bolsas e rolos de papel higiênico. Foi quando Sílvia achou que era a hora de contratar alguém que pudesse fazer com que ele obedecesse. “Os três adestradores anteriores ao Cassiano faltavam muito e não davam nenhuma satisfação. Já estava pensando em educá-lo sozinha mesmo”, conta.

Há dois anos sendo adestrado por Cassiano, Marley obedece prontamente os comandos da dona. Senta, deita, dá a patinha e não destrói mais os objetos da casa. O golden passeia três vezes por semana com o adestrador. Os exercícios duram uma hora, com intervalos para beber água, comer e brincar.

Fisioterapia

A fisioterapia de cães também já pode ser feita em casa. O veterinário Anderson Souto explica que o tratamento é indicado para cães que passaram por cirurgias complicadas ou que estão com problemas de locomoção. “Levamos o material necessário para o tratamento do animal. Os principais tratamentos são a eletroterapia, a laserterapia e a magnetoterapia”, enumera.

Entretanto, o veterinário não recomenda o uso deste serviço em domicílio. Isso porque o atendimento em casa é mais demorado, pois é preciso montar os aparelhos, e chega a ser 30% mais caro devido ao uso do transporte. Outro agravante é que nem todos os equipamentos podem ser transportados para a casa do cliente. “A hidroterapia, por exemplo, só é feita na clínica por conta do tamanho e peso do equipamento”, diz Anderson.

Veterinária

A veterinária Carolina Lomonaco explica que alguns clientes preferem que o veterinário atenda em casa. Ela diz que a consulta é normal, com a diferença de fazer algumas perguntas para o dono por telefone e, assim, saber quais os sintomas do animal e quais materiais devem ser levados, como gase, esparadrapo, ataduras, estetoscópio e otoscópio – aparelho utilizado para observar o interior da orelha.

“A maioria dos donos que pede o serviço em domicílio é para fazer a vacinação. Em casa, só atendemos casos mais simples. Qualquer coisa grave tem de vir para a clínica”, explica Carolina. A consulta no conforto do lar é R$ 20 mais cara, sem incluir o preço da taxa do táxi dog, cobrada de acordo com a distância da residência.

Serviços em domicílio

Banho e tosa: de R$25 a R$60 por serviço.

Adestramento: a partir de R$150 por mês, a depender do tipo de serviço.

Dogwalker: em torno de R$200 por mês.

Fisioterapia: entre R$ 60 a R$ 300 por sessão, mais a taxa do táxi dog.

Veterinária: cerca de R$ 100 por visita.

 

Cinto de segurança para animais garante segurança ao motorista

23 set

Animais de estimação são aceitos em 33% dos shoppings de Brasília

30 ago

A entrada é liberada para os de pequeno porte em quatro centros comerciais: Brasília Shopping, Boulevard Shopping, Iguatemi e Park Shopping

Marianna Rios

Os donos de cães e gatos de pequeno porte têm mais uma opção para levar as fofuras da família: o shopping. De acordo com dados divulgados neste mês pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), existem 416 shoppings no Brasil, sendo 12 localizados em Brasília. Dos centros comerciais da capital, quatro recebem os visitantes peludos desde o começo do ano, o que representa 33% do total de estabelecimentos. A única exigência para o passeio é que os animais estejam encoleirados e sejam carregados no colo ou dentro de bolsas.

Não há estimativa de quantos shoppings aceitam animais de estimação no país, mas a adoção da medida em Brasília veio depois de dar certo nos estados de Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo – que permite a entrada dos pequenos em cerca de 50 centros comerciais.

A advogada Thaisa Brasil, 26 anos, e a shih-tzu Belinha, cinco meses, viraram visitantes assíduas dos shoppings centers há alguns meses, desde que a filhote começou a passear. “Depois que ela completou o ciclo de vacinas comecei a levá-la ao shopping. Ela é bem comportada e não faz xixi nem cocô. Só existiria esse risco se ela fosse no chão”, explica a dona, que teve a primeira experiência no carrinho para animais – novidade que existe em apenas um estabelecimento de Brasília.

Outra Belinha acabou de ter a primeira experiência no shopping. A poodle de 8 anos e a dona, a secretária Mariza Franklin, 42, não tiveram muito sucesso. “Ela é muito agitada, uma característica da raça. Tentei deixá-la no carrinho, mas ela ficou bastante assustada”, revela a dona, que não demorou muito no passeio.

Para a psicóloga Karina Parreira, 34, e o gato Persa Woody, 9, os recentes passeios ao shopping foram positivos. “Tem pessoas que estranham, mas na maioria das vezes acham engraçado e gostam”, afirma Karina, que ainda não testou entrar nas lojas na companhia do bichano. “Sei que no supermercado não posso entrar com animal. Trago ele para tomar banho no pet shop e aproveito para dar um passeio.”

A Secretaria de Saúde do DF não estipula normas para o uso do espaço dos shoppings pelos bichos de estimação. Segundo a assessoria do órgão, a normatização da presença de animais será realizada pela administração de cada estabelecimento. No entanto, o veterinário da Diretoria de Vigilância Ambiental Laurício Monteiro dá dicas para os donos garantirem o melhor convívio nos centros comerciais. “Os animais devem receber a aplicação do vermicida a cada quatro meses, ter as vacinas em dia, usar a coleira preventiva contra a leishmaniose, a fucinheira e serem alimentados duas horas antes do passeio para evitar vômitos. Os donos também não podem se esquecer de levar um saco para coletar as fezes”, ensina.

Pioneiros

Segundo a veterinária e proprietária do pet shop localizado no shopping Boulevard, Betânia Nogueira, eles foram os primeiros em Brasília a implementar a permissão de bichos de estimação. “Tivemos a ideia em janeiro deste ano de abrir o pet shop dentro de um shopping. Inauguramos a loja em abril e, junto, foi permitido o acesso de animais com a disponibilidade dos carrinhos”, conta. “Como aqui liberou, os outros shoppings estão falando que já tinham a entrada liberada antes da gente abrir. Mas nunca vimos o acesso de animais nos outros shoppings”, diz.

Betânia explica que os únicos locais onde a permanência é proibida são a praça de alimentação e o supermercado. O shopping considera animais de pequeno porte aqueles que pesam até 15 quilos. Eles podem ser carregados no colo, em um dos quatro carrinhos para animais dispostos no shopping ou em bolsas (o pet shop as empresta para os donos, mediante cadastro feito na hora). Se o dono resolver pegar um cineminha, por exemplo, pode deixar o animal sob os cuidados do pet shop no guarda cão. O serviço inclui água, comida e brinquedo e custa R$ 1,50 a primeira hora, sendo cobrado R$ 1 por hora extra.

O shopping vai inaugurar a área do xixi e um quadro de raças com os tipos que são considerados de pequeno porte para os donos se informarem sobre quais bichinhos podem entrar no local. “Limitamos o fluxo a animais de raças pequenas porque se abríssemos uma exceção muito grande não teríamos como administrar”, justifica Karine Câmara, gerente de marketing do Boulevard. Ela revela que já houve comentários de clientes contra a medida, mas ainda não recebeu reclamações.

Confira as exigências de cada shopping no quadro abaixo:

Shopping

Exigências

Quando começou

 Brasília Shopping

Não especificam o porte, mas exigem que o animal fique no colo do dono. É proibida a entrada na praça de alimentação.

A administração não soube informar.

 Boulevard Shopping

Apenas animais de pequeno porte, carregados no colo ou em carrinhos especiais dispostos no shopping. O pet shop empresta bolsas e oferece serviço pago de guarda cão. É proibida a entrada na praça de alimentação e no supermercado.

Em abril deste ano, segundo o pet shop e a administração.

Iguatemi

Apenas animais de pequeno porte, conduzidos no chão com coleira, durante a semana, e carregados no colo, no final de semana e feriados. É proibida a entrada na praça de alimentação.

Desde a inauguração do shopping, em março de 2010, segundo a administração.

Park Shopping

Apenas animais de pequeno porte, carregados no colo. É proibida a entrada na praça de alimentação.

Entre março e abril deste ano, segundo a administração.

(HIPERTEXTO)

Cães-guia

A história é outra quando se trata de cães-guia. A Lei nº 11.126, de 27 de junho de 2005, garante o direito aos portadores de deficiência visual usuários de cão-guia de ingressar e permanecer com o animal em veículos e estabelecimentos públicos e privados de uso coletivo. Os shoppings centers também estão incluídos nestes locais. Qualquer tentativa de impedir ou dificultar este direito constitui ato de discriminação a ser punido com interdição e multa.