Arquivo | novembro, 2011

Profissionais oferecem serviço em domicílio para animais

28 nov

Clarissa Lemgruber e Isabel Abdallah

Hoje em dia, é cada vez mais comum cães e gatos serem considerados parte da família. O mimo dos donos com seus bichinhos é tanto que não podem faltar novidades no mercado. No entanto, a falta de tempo, decorrente da rotina de trabalho, é um problema comum atualmente. Atentos a isso, clínicas e empresas passaram a oferecer atendimentos diferenciados, que incluem facilidades aos donos dos animais, como os serviços em domicílio. Eles são realizados no próprio ambiente em que os animais vivem, dispensando o transporte até as clínicas veterinárias.

A clínica A Bela e a Fera oferece o pet shower, serviço que busca o animal em casa para um tratamento completo, que inclui: banho, hidratação, tosa, corte de unha e escovação. Isso tudo acontece em van superequipada com aquecedor e reservatório de água limpa e suja. O dono do bichinho escolhe as opções desejadas e ainda tem a vantagem de poder acompanhar o serviço, já que o automóvel fica estacionado embaixo do prédio.

Antônio Simões, banhista e tosador do pet shower, conta que cada animal é tratado de modo personalizado. “Tudo depende do tamanho e do tipo de pelo do mascote. Cada um é cuidado individualmente com um xampu e um condicionador específico”, explica.

A farmacêutica Beatriz Chaibub, dona da cachorrinha Pipa, utiliza os serviços do pet shower há cinco meses e se diz muito satisfeita. “A grande vantagem é a comodidade e rapidez. O animal se sente confortável, pois sabe que está perto de casa”, conta Beatriz. Além dela, a clínica atende de oito a 15 clientes por dia.

Passeio de cães

Outro serviço que vem sendo muito requisitado é o de dogwalker, pessoas que passeiam com cachorros cujos donos não têm tempo de realizar a tarefa. Ravenna Mell exerce a profissão há um ano e já é conhecida por seu trabalho. “Até a jornalista Cristina Serra já foi minha cliente. Eu costumava passear com os dálmatas dela”, brinca.

Cristine Barreto é bióloga e tem uma vira-lata chamada Elvira. Por morar em apartamento e trabalhar o dia todo, sabe a necessidade que o cachorro tem em passear mais. Ela contratou o serviço da Ravenna para ter esse suporte. As duas moram no mesmo prédio e já criaram uma relação de confiança, tanto que Cristine deixa uma cópia da chave de casa para Ravena poder pegar a cachorra e passear. “Estou muito satisfeita. Dá para ver que ela gosta de animais. Deveria ter mais disso por aqui”, conta.

Adestramento

Também é cada vez mais frequente o misto de adestramento e passeio de cães. O objetivo dessa junção é educar o animal e, ao mesmo tempo, tornar a atividade uma coisa útil e descontraída. Outro fator importante é que, na maioria das vezes, o cão é levado para passear acompanhado de um “companheiro”, o que ajuda no aprendizado e na sociabilidade do animal.

Antônio Cassiano é um desses profissionais. Conta que reprime qualquer tipo de violência contra os bichinhos: “A maior parte dos adestradores usa o colar anti-latido, ação que eu condeno veementemente”, destaca. Os colares emitem sons irritantes ao ouvido do cachorro, fazendo com que parem de latir. “Esse tipo de adestramento é muito prejudicial aos cães. Meu objetivo é educar de forma construtiva, sem nunca agredir os animais”, explica.

Uma das clientes de Cassiano é a funcionária pública Sílvia Maia Toledo, dona do golden retriever Marley. Quando era filhote, o cachorro destruía tudo, sapatos, bolsas e rolos de papel higiênico. Foi quando Sílvia achou que era a hora de contratar alguém que pudesse fazer com que ele obedecesse. “Os três adestradores anteriores ao Cassiano faltavam muito e não davam nenhuma satisfação. Já estava pensando em educá-lo sozinha mesmo”, conta.

Há dois anos sendo adestrado por Cassiano, Marley obedece prontamente os comandos da dona. Senta, deita, dá a patinha e não destrói mais os objetos da casa. O golden passeia três vezes por semana com o adestrador. Os exercícios duram uma hora, com intervalos para beber água, comer e brincar.

Fisioterapia

A fisioterapia de cães também já pode ser feita em casa. O veterinário Anderson Souto explica que o tratamento é indicado para cães que passaram por cirurgias complicadas ou que estão com problemas de locomoção. “Levamos o material necessário para o tratamento do animal. Os principais tratamentos são a eletroterapia, a laserterapia e a magnetoterapia”, enumera.

Entretanto, o veterinário não recomenda o uso deste serviço em domicílio. Isso porque o atendimento em casa é mais demorado, pois é preciso montar os aparelhos, e chega a ser 30% mais caro devido ao uso do transporte. Outro agravante é que nem todos os equipamentos podem ser transportados para a casa do cliente. “A hidroterapia, por exemplo, só é feita na clínica por conta do tamanho e peso do equipamento”, diz Anderson.

Veterinária

A veterinária Carolina Lomonaco explica que alguns clientes preferem que o veterinário atenda em casa. Ela diz que a consulta é normal, com a diferença de fazer algumas perguntas para o dono por telefone e, assim, saber quais os sintomas do animal e quais materiais devem ser levados, como gase, esparadrapo, ataduras, estetoscópio e otoscópio – aparelho utilizado para observar o interior da orelha.

“A maioria dos donos que pede o serviço em domicílio é para fazer a vacinação. Em casa, só atendemos casos mais simples. Qualquer coisa grave tem de vir para a clínica”, explica Carolina. A consulta no conforto do lar é R$ 20 mais cara, sem incluir o preço da taxa do táxi dog, cobrada de acordo com a distância da residência.

Serviços em domicílio

Banho e tosa: de R$25 a R$60 por serviço.

Adestramento: a partir de R$150 por mês, a depender do tipo de serviço.

Dogwalker: em torno de R$200 por mês.

Fisioterapia: entre R$ 60 a R$ 300 por sessão, mais a taxa do táxi dog.

Veterinária: cerca de R$ 100 por visita.

 

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Brasil tem dois sites de compras coletivas para animais

7 nov

Tendência “pet” invade o e-commerce e estimula criação de sites especializados

Marianna Rios

A busca por promoções na internet caiu no gosto popular. Segundo levantamento realizado este ano pelo site especializado Bolsa de Oferta, o Brasil tem 1.025 páginas de compras coletivas, um crescimento de mais de 150% do mercado. E nenhum perfil de consumidor escapa das tentadoras promoções. Atualmente, o país conta com dois espaços exclusivos para donos de animais de estimação – Dog Urbano e Pet Boom – e um em desenvolvimento – Pet Off.

O diretor do site Pet Boom, Julio Peres, explica que a ideia de criar um espaço segmentado, em abril deste ano, veio da percepção do crescimento do mercado pet. “A ideia foi juntar dois mercados em constante evolução [e-commerce e pet]”, afirma. Atualmente, o site tem 15 mil usuários cadastrados, sendo a maioria de São Paulo, e vende cerca de 70 cupons por oferta.

Os serviços anunciados vão desde tosa e banho a vinhoterapia, hidratação de pelos, creche e adestramento. O funcionamento é o mesmo dos sites de compras coletivas comuns: o cliente se cadastra, compra no cartão de crédito e agenda o serviço. “A aceitação no mercado pet e com o consumidor final está sendo ótima. Temos diversos contatos de pessoas querendo ofertas locais em suas cidades e isso é muito positivo”, conclui Peres.

Valdilene optou pelo custo e proximidade do trabalho

O crescimento dos sites de compras coletivas exclusivos para animais está a todo vapor, mas ainda é nos endereços já conhecidos pelo público que a maioria das ofertas são adquiridas, como Peixe Urbano e Groupon. A advogada Valdilene Silva, 27 anos, usou pela primeira vez um serviço pet comprado em um site de e-commerce há poucas semanas. Segundo a dona da maltês Petit, de apenas 3 meses, a experiência será repetida. “O preço foi até um pouco maior do que eu pagaria onde moro, no Gama. Mas escolhi a promoção por conta da proximidade do meu trabalho”, justifica.

Vinícius Ribeiro aprovou a compra em e-commerce

O estudante de Física e Gestão Pública Vinícius Ribeiro, dono do shi-tzu Fred, também teve a primeira experiência em um site de compras, há três meses. O jovem de 20 anos diz que o principal motivo para a compra do serviço foi a proximidade de casa e o preço 30% mais barato. “Valeu a pena. Saiu muito mais barato e foi um serviço comum, como se eu tivesse ido lá e pago o preço normal. Ninguém me tratou diferente”, ressalta. “Eu não compraria se fosse em um pet shop longe”, enfatiza.

Se a experiência é uma vantagem para os donos de animais, para os pet shops nem sempre. A sócia de uma loja da Asa Sul Dorcilia Maria da Silva já anunciou duas vezes. Da última vez, o banho e tosa ou hidratação recebeu 30% de desconto, sem limite de tamanho do animal. “Como o comércio está parado, a gente resolveu dar um impulso”, conta.

A promoção ficou três dias no ar e vendeu 300 cupons. No entanto, Dorcilia não obteve o lucro desejado nem a fidelização dos clientes. “Quem vive olhando site de compra coletiva não fideliza porque isso não é interessante para o dono de cão. Vem gente da Asa Sul, Taguatinga, Guará, Vicente Pires…”, declara. “Essa experiência não me fidelizou nem me fez lucrar, mas eu fiz mesmo porque é a onda, para estar no mercado”, conclui e revela que da próxima vez vai limitar o tamanho do animal.

Veja os sites exclusivos:

*wwwpetoffcombr.dihitt.com.br/

 

 

 

 

 

 

 

 

 

* Este último, ainda em desenvolvimento.

PINGUE-PONGUE

Confira a íntegra da entrevista com Leticia Leite, diretora de comunicação do site de compras coletivas Peixe Urbano. A página foi o primeiro site do ramo na América Latina, lançado em março de 2010, no Rio de Janeiro. A primeira oferta de serviços para animais foi ao ar em agosto de 2010.

Agência Farejando: Existe um público interessado só por esse tipo de oferta no site de vocês? Ele tem um perfil definido? Qual?

Leticia Leite: Temos usuários que têm maior preferência por este tipo de oferta. Entretanto, esses usuários compram ofertas de outros setores, para outros tipos de serviços e atividades também. Atualmente, os setores que representam a maior parcela dentro do nosso mix de ofertas são gastronomia, estética, turismo e entretenimento. As ofertas de serviços para animais foram agregadas ao mix para ampliar a variedade e porque sabemos que muitos dos nossos usuários têm animais em casa e buscam os melhores produtos e serviços para eles. Em geral, a maioria são jovens, entre 25 e 40 anos de idade. É um público qualificado, que tem acesso à Internet, a cartão de crédito e tem um bom poder aquisitivo. A base é dívida entre uns 40% homens e 60% mulheres. E são as mulheres que, de fato ,fazem o maior número de compras.

AF: Quando há uma promoção de serviços para pets, como é a aceitação do público?

LL: Temos tido uma ótima aceitação deste tipo de oferta. Até hoje, já realizamos cerca de 400 ofertas deste segmento que, juntas, venderam mais de 100 mil cupons e proporcionaram uma economia de R$4 milhões para os nossos usuários.

AF: Normalmente, quais são as promoções (serviços) ofertadas no site voltadas para pets?

LL: Alguns dos destaques incluem limpeza, banho, tosa e hidratação.