Tratamentos estéticos tomam conta do mundo animal

13 set

Hidratação e chapinha são os mais requisitados

Clarissa Lemgruber
 
No Distrito Federal, segundo o Conselho Federal de Medicina Veterinária do DF (CFMV-DF), existem mais de 255 pet shops. Para inovar e conseguir driblar a concorrência, as lojas adaptam diversos tratamentos estéticos conhecidos do universo feminino para o mundo animal. Unhas de silicone, cauterização e chapinha estão na lista dos produtos mais comuns no dia-a-dia de cães e gatos.
 
A procura por esse tipo de tratamento tem aumentado. Maurício Ribeiro, vendedor de um dos mais famosos pet shops de Brasília, afirma que, de três anos para cá, o aumento chegou a cerca de 200% e que hoje eles atendem mais de 100 animais por mês só para tratamentos estéticos. Isso porque, além dos cuidados que os donos têm com seus bichinhos, o clima seco de Brasília requer certos cuidados a mais com a pele e os pelos dos animais. “Hoje, a maioria dos banhos vêm acompanhados de uma hidratação”, completa.
 
Entre as novidades mais requintadas, estão o banho de ofurô, que serve para relaxar os cães, e pode ser acompanhado ou não por sais e massagem, e a vinhoterapia, feita com xampus e cremes à base de vinho.No entanto, os cuidados com os animais não são baratos. Os tratamentos podem variar de R$20 a R$100 por sessão, tudo depende do tamanho do animal e do serviço escolhido. Há também a possibilidade de comprar os produtos utilizados no pet shop. Xampus, condicionadores e sabonetes são alguns exemplos.

Kelly Simones é dogwalker, ou seja, ela busca os cachorros em casa e os leva para passear. Dona de Beatriz, uma cachorrinha da raça vira-lata, e mais três outros cães, conta que, todo mês, os cachorros tomam banho, fazem hidratação e pintam a unha. Com isso, ela gasta mais de R$800 por mês no pet shop. Kelly diz ainda que só Beatriz possui uma coleção de 42 esmaltes, 15 vestidos, 10 bonés e 120 laços. “Para mim o que importa é vê-los bonitos e bem arrumados”, diz. Já a autônoma Élvia Vânia, dona de um poodle, acha desnecessário esse exagero. Segundo ela, é um desperdício gastar tanto dinheiro com a estética de um animal doméstico. “Prefiro dar banho e fazer tudo em casa. É simples e ainda dá pra economizar legal”, conta.

Além da qualidade dos produtos, outra preocupação é ter uma equipe bem preparada já que os clientes estão, cada vez mais, exigentes. Maurício conta ainda que, constantemente, os funcionários recebem novos treinamentos. “Sempre que a loja adquire um produto, vem um responsável técnico pra ensinar como administrá-lo. Além disso, eles recebem cursos de aperfeiçoamento”, explica.

Para a veterinária Gláucia Cristiane Ferracioli, da Clínica Veterinária Clinipet, os tratamentos estéticos não fazem mal aos animais, pelo contrário, se houver um espaço de tempo entre uma sessão e outra pode ser positivo. Segundo ela, as hidratações são bem-vindas nesse tempo seco de Brasília. O pelo e a pele dos animais sofrem e o processo de hidratar ajuda na prevenção de alguns problemas que podem vir a ocorrer. No entanto, ela atenta para o cuidado com o excesso. “Tudo que é exagerado nunca é bom. Dar banho no animal duas vezes por semana, por exemplo, é erradíssimo. Faz mal e tira a proteção da pele do bicho, não se pode exagerar em nenhum tipo de tratamento”, conta. Ela frisa ainda que os produtos como xampus e condicionadores, devem ser adquiridos de acordo com o que o veterinário aconselhar para o bichinho. 

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